um
bairro do subúrbio do Rio de Janeiro. O bairro é cortado
pela Avenida Brasil. Atualmente é um bairro de porte médio,
com pouco mais de cem mil habitantes. O significado da palavra "irajá",
segundo Teodoro Fernandes Sampaio, considerado o notável conhecedor
brasileiro de assuntos indianistas, autor do livro Tupi na geografia
nacional é, "o mel brota", assim chamado pelos índios
"Muduriás", que habitavam as terras. O bairro teve
origem na maior Sesmaria do Rio de Janeiro, que ia de Benfica, passando
por Anchieta, até Campo Grande. Esta foi recebida por Antonio
de França, em 1568, onde fundou o Engenho de Nossa Senhora da
Ajuda. Um dos primeiros proprietários de terra foi o reverendo
Antonio Martins Loureiro, fundador da Igreja da Candelária que
as recebeu em 2 de abril de 1613. Por sua vez, Gaspar da Costa, em 1613,
foi responsável pela construção da Capela Barroca
de Irajá.
O filho de Gaspar, em 30 de dezembro de 1644, instituiu a Paróquia
Nossa Senhora da Apresentação de Irajá e, posteriormente,
foi seu primeiro vigário. A paróquia veio a se tornar
a Igreja Matriz do bairro, confirmada por Alvará de D. João
VI em 10 de Fevereiro de 1647. Em 1625, o chamado campo de Irajá
foi devidamente reconhecido como pertencente a Câmara Municipal.
Em 1775, havia treze engenhos na região. Durante o Século
XVII, Irajá foi um centro de abastecimento importante de alimentos
e material de construção. O que pode ser considerado como
tradição do mercado local, por abrigar por vários
anos a fábrica de cimento branco Irajázinho e o CEASA,
importante centro de abastecimento de gêneros alimentícios.
Como outras sesmarias, a de Irajá foi desmembrada, moldando o
mapa da cidade que hoje conhecemos. Atualmente, o bairro se encontra
essencialmente como bairro residencial.
A estação de Irajá, aberta em 1883 pela E. F. Rio
D’Ouro, era situada onde hoje fica a estação de
metrô com o mesmo nome. No período entre essas estações,
chegou a ser construído no local um prédio que durou por
vários anos.