é
um bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. É vizinho
aos bairros Méier, Vila Isabel, Lins de Vasconcelos, Sampaio,
Cachambi e Grajaú. Possui 264,48 ha de área territorial.
Faz parte da região chamada Grande Méier que engloba os
bairros da Abolição, Água Santa, Cachambi, Encantado,
Engenho de Dentro, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Méier,
Piedade, Pilares, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier,
e Todos os Santos. É o quinto bairro de maior densidade populacional
do grupo. O bairro é servido por uma estação de
trens metropolitanos da Supervia. Nele se localiza uma unidade do tradicional
estabelecimento de ensino carioca: o Colégio Pedro II. É
cortado pelo rio Jacarezinho que encontra-se atualmente bastante degradado
pela urbanização e consequente poluição.
Atualmente, é um bairro estagnado economicamente pois sofre da
falta de investimentos na área. A paisagem degradada e a violência
se deve às favelas presentes em seus morros. As residências,
em geral, são velhas e decadentes. Ruas mal-conservadas e segurança
precária. Ausência de infra-estrutura cultural, lúdica,
etc, fazendo com que seus moradores tenham que se deslocar para o Méier
ou para a região da Tijuca (bairros próximos com melhor
infra-estrutura), ou até mesmo para a Região Central (Rio
de Janeiro). Possui um sub-bairro, o bairro da Consolação,
embora hoje em dia seja, praticamente, esquecido pela população.
A ocupação da região conhecida hoje como Grande
Méier começou quando Estácio de Sá fez doação
da Sesmaria de Iguaçu aos padres jesuítas. As terras englobavam
os atuais bairros do Grande Méier e de outros como Catumbi, Tijuca,
Benfica e São Cristóvão. Nelas, os jesuítas
instalaram três engenhos de açúcar: o Engenho Velho,
o Engenho Novo e o de São Cristóvão. A construção,
em 1720, de uma capela dedicada a São Miguel e Nossa Senhora
da Conceição, no Engenho Novo, impulsionou o crescimento
da área. Em 1759, quando os jesuítas foram expulsos do
Brasil, as suas terras passaram às mãos de Manuel Gomes,
Manuel da Silva e Manuel Teixeira. Com o objetivo de explorar a madeira
e cultivo de hortaliças, as matas existentes foram devastadas,
formando grandes espaços vazios que permitiriam a ocupação
do solo.
Escravos libertos construíram precárias moradias no Morro
dos Pretos Forros, região atualmente percorrida pela auto-estrada
Grajaú-Jacarépagua, ampliando a ocupação
da região. Mais tarde, a colonização foi acelerada
com a descoberta de ouro na região. A Freguesia de Nossa Senhora
da Conceição do Engenho Novo foi criada em 1783, impulsionando
o desenvolvimento da região. Até ao Segundo Império
multiplicaram-se as chácaras e sítios. O comércio
foi se desenvolvendo no entorno dos antigos engenhos. A estação
do Engenho Novo, aberta em 1858 pela então Estrada de Ferro Dom
Pedro II, que em 1889 passou a se chamar Estrada de Ferro Central do
Brasil, foi decisiva para a ocupação do bairro. A partir
daí, as terras foram loteadas e as ruas (abertas em terrenos
quase todos pantanosos) foram sendo saneadas. Em 1903, acelerou-se o
desenvolvimento da Região, destacando-se o bairro do Méier
formando sólido comércio. Surgiram importantes casas de
negócios e magazines que atraíram pessoas de toda a Cidade.