Vem
aí o fim das favelas
Cinco
milhões de imóveis poderão ser adquiridos por
quem mora em favelas. É exatamente esta a constatação
implícita em uma das mais importantes medidas na área
da habitação. Trata-se do financiamento de 100% do
valor do imóvel com recursos do FGTS.
Os
valores de financiamento atendem uma faixa de mercado de pessoas
que não dispõem de uma poupança para dar de
entrada, que só podem assumir o valor das prestações
e que jamais teriam condições de pagar um aluguel
e poupar ao mesmo tempo para dispor deste valor. Muitos até
têm o saldo no FGTS, porém se assustam em sacar o dinheiro
para a compra do imóvel e, depois, ficarem desempregados,
não tendo, com isso, condições de continuar
pagando, o que resultaria na perda do imóvel e de todo o
seu patrimônio, reunido a custa de anos de privações
e sacrifícios. Vale lembrar que a alienação
fiduciária, tão importante para a queda das taxas
de juros, propicia a retomada do imóvel em curto espaço
de tempo.
O
esplendoroso "boom imobiliário", até então
experimentado somente por grandes investidores, bancos, seguradoras,
incorporadores, etc, agora poderá ter novos e importantes
atores: aqueles que mais precisam, os que, na verdade, compõem
a grande massa que resulta no mega déficit imobiliário
brasileiro que são as pessoas de baixa renda, muitos dos
quais habitantes de favelas e palafitas pelo País. Uma medida
sem meias palavras ou que necessite de explicações
técnicas rebuscadas: apenas financiar 100% do valor do imóvel
nos limites estabelecidos em função do sistema de
amortização. Para o pagamento em até 240 meses,
o cliente poderá financiar até 100% do valor da propriedade.
Em até 300 meses, é possível financiar 90%.
E de 301 a 360 meses, o percentual é de 80%.
*José
Augusto Viana Neto - Presidente do Creci-SP (Conselho Regional de
Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
Fonte:
Imovelweb
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